PF de MG acata Justiça e interrompe operação padrão

De acordo com sindicato, policiais manterão escala mínima em outros serviços

Marcelo Portela, de O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2012 | 19h54

Depois de mais de uma semana de longas filas e muita espera, passageiros que passaram pelo Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, encontraram o terminal tranquilo nesta sexta-feira, 17. Os policiais federais em Minas, que aderiram à greve nacional da categoria decretada no início do mês, acataram a determinação judicial de interromper a "operação padrão" que era realizada no aeroporto há quase duas semanas.

Na quinta-feira, 16, agentes promoveram no terminal a operação "blackout", com fiscalização ainda mais intensa em passageiros de voos doméstico e internacionais. Ao invés dos quatro policiais que ficam no aeroporto normalmente, cerca de 30 agentes, com ajuda de um cão farejador e um aparelho que detecta traços de drogas, fizeram vistoria minuciosa em todos, o que provocou atrasos em pelo menos três voos.

Segundo o Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais (Sinpef/MG), apesar de suspenderem a "operação padrão" no terminal, os agentes mantêm escala mínima em outros serviços, como a emissão de passaportes, que são liberados apenas em casos de emergência. Os policiais reivindicam aumento salarial e equiparação com outras funções que exigem terceiro grau completo, que recebem em média de R$ 12 mil. Agentes, escrivães e papiloscopistas da PF têm salário inicial de R$ 7,2 mil.

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