PF constata que "grampo" estava no prédio

A Polícia Federal (PF) constatou, depois de uma análise preliminar, que as conversas telefônicas que, supostamente, teriam sido grampeadas por meio de um aparelho instalado na residência do candidato a presidente da Câmara Inocêncio Oliveira (PFL-PE), somente poderiam ter sido captadas se o receptor estivesse dentro do prédio do parlamentar. O aparelho de escuta, que foi identificado por técnicos da Câmara, depois de uma denúncia feita pelo líder do PFL na semana passada, havia sido acoplado às linhas telefônicas da casa de Oliveira. Segundo o relatório elaborado pela PF e encaminhado à Executiva Nacional do PFL, o "som ambiente" transmitido por meio do aparelho - os diálogos do deputado fora do telefone - não podia ser ouvido, entretanto, de forma inteligível. O documento foi entregue nesta quinta-feira pelo ministro da Justiça, José Gregori, e pelo diretor-geral da PF, Agílio Monteiro Filho, ao senador Robson Tuma (PFL-SP). O senador foi designado pelo comando do PFL para acompanhar as investigações da PF depois da denúncia de Oliveira, que atribuiu aos adversários na disputa pelo comando da Câmara a responsabilidade pelo grampo.

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