PF busca documentos de aposentadorias fraudulentas no Rio

Agentes da Polícia Federal que integram a força-tarefa montada com o INSS e o Ministério Público Federal ainda buscam documentos relativos a aposentadorias fraudulentas no posto do INSS de Irajá, zona norte do Rio. A operação "Saia justa" já prendeu seis integrantes de uma quadrilha que causava prejuízo anual de R$ 600 mil à Previdência. O procurador da república Fábio Aragão, que acompanha os agentes, explicou que a quadrilha, formada por três funcionários do posto, uma advogada e dois ex-funcionários que trabalhavam como despachantes, conseguiam aposentadorias para contribuintes que ainda não tinham requisitos para requerer o benefício. Os aposentados davam ao fraudadores o primeiro benefício que recebiam, entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. Os funcionários envolvidos ficavam com metade. O esquema foi descoberto numa auditoria iniciada há um mês e meio. Numa amostragem, todas as trinta aposentadorias verificadas haviam sido fraudadas. Em dois anos, a força-tarefa já identificou um rombo de R$ 2,14 bilhões em fraudes do INSS do Rio, dos quais R$ 900 milhões já foram recuperados.

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