PF atrasa entrega de laudo sobre documentos de Renan

Material deveria estar pronto até meio-dia, mas deve ser finalizado até final do dia

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h52

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Sibá Machado (PT-AC), disse nesta terça-feira, 19, que a Polícia Federal informou que a perícia sobre a autenticidade dos documentos apresentados pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), ainda não foi concluída. A previsão era que o laudo elaborado por técnicos da PF fosse entregue ao Senado ao meio-dia. Sibá, porém, informou que, segundo a PF, o material lhe será enviado ainda nesta tarde. "Resolvemos adiar a reunião do conselho de hoje para amanhã, já prevendo a demora na conclusão da perícia. O importante é que a Polícia Federal trabalhe com tranqüilidade, sem pressa e sem precipitação, para que não haja dúvidas", afirmou Sibá.O bloco de apoio ao governo no Senado vai se reunir às 13 horas para tentar escolher um relator substituto a Epitácio cafeteira (PTB-MA), que se afastou alegando problemas de saúde. Sibá Machado disse que não assumirá a função, a exemplo do que fez na segunda-feira em caráter provisório. O presidente do Conselho de Ética disse que pretende nomear um relator substituto (ad hoc) e que o relator escolhido terá que partir do relatório de Cafeteira, que inocenta Renan. "Sendo um relator ad hoc ele tem que seguir o trabalho do senador Cafeteira", disse. Ainda segundo Sibá Machado eventuais mudanças no relatório de Cafeteira só poderão ser feitas em decisão coletiva do conselho, diante de fatos novos.O senador Jefferson Peres (PDT-AM) previu que o conselho acabará votando o relatório na quarta-feira, 20, "embora não devesse". Ele se mostrou disposto a pedir o adiamento da votação, argumentando que a investigação foi muito "açodada". Peres sugeriu que as operações de compra e venda de gado em Alagoas, feitas pela fazenda de Renan Calheiros, sejam melhor investigas. Ele voltou a defender o afastamento de Renan da presidência da Casa até que o processo seja concluído. Mas informou que não está disposto a liderar esse processo. O senador é acusado de fraudar notas fiscais, recibos, guias de depósitos, cheques e GTAs relacionados às suas atividades agropecuárias. Ele alega ter faturado R$ 1,9 milhão nos últimos quatro anos com a venda de gado - verba que teria utilizado para pagar a pensão de sua filha de 3 anos com a jornalista Mônica Veloso.

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