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PF assume investigação de massacre em Rondônia

A Polícia Federal, que assumiu hoje as investigações sobre as denúncias de novo massacre de garimpeiros por um grupo de índios da etnia Cinta Larga na disputa pela exploração ilegal de diamante na Terra Indígena Roosevelt, no Sul de Rondônia, prevê concluir a operação de resgate dos corpos até amanhã. Ontem, quinta-feira, um grupo de sobreviventes depôs na Delegacia da Polícia Civil, em Espigão D?Oeste. A maioria disse ao delegado Raimundo Mendes ter contado de quatro a 12 corpos.O resgate dos corpos, de acordo com o superintendente da PF, delegado Marco Aurélio Moura, será feito com apoio de um helicóptero. Moura admitiu ontem haver feridos também entre os índios, mas adiantou ser ainda muito cedo para afirmar quantas são as novas vítimas do massacre. Moura disse que um representante da Funai vai se dirigir ao local do massacre para confirmar o número de vítimas por telefone, via satélite.Desde novembro de 2000, época da primeira invasão da reserva, os índios já mataram 30 garimpeiros, flagrados na exploração clandestina de diamante dentro da reserva. A atividade registra, pelos cálculos do DNPM, uma evasão de divisas estimada em US$ 1 bilhão. Em 2003, o governador de Rondônia, Ivo Cassol (PSDB), solicitou providências ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, no sentido de tentar solucionar o problema dos constantes confrontos entre índios e garimpeiros. Mas segundo a assessoria do governo, o pedido não foi atendido. O governo estima ainda que o número de mortos seja maior do que o anunciado extra-oficialmente.

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