PF apura roubo de processos na Justiça Federal

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o roubo de processos na Justiça Federal em São Paulo. No dias 21 e 22 de setembro, foram levados volumes de duas ações judiciais. O principal suspeito da sabotagem, que se apresentou como Daniel, estaria a serviço de mandante não identificado. Ele cooptou três funcionários terceirizados da limpeza do Fórum Jarbas Nobre, que aloja dez Varas Criminais Federais e dez Varas Previdenciárias.

FAUSTO MACEDO, Agência Estado

15 de outubro de 2012 | 09h48

Um alvo da trama seria o juiz Ali Mazloum, titular da 7.ª Vara Criminal Federal. Kelly Galvão, contratada de empresa particular que cuida da faxina do prédio, situado à Alameda Ministro Rocha Azevedo, recebeu R$ 1 mil em dinheiro pelo desvio do terceiro volume de um processo conduzido por Mazloum sobre peculato em aposentadoria.

Mazloum é o juiz que, em 2010, condenou a 3 anos e 11 meses de prisão o delegado da PF Protógenes Queiroz, hoje deputado (PC do B-SP), por violação de sigilo funcional e fraude processual na Operação Satiagraha - investigação que acabou sendo anulada pelo Superior Tribunal de Justiça. Inconformado, Protógenes recorreu da condenação.

Parte de um processo da 7.ª Vara Previdenciária foi roubada dia 21 por outra funcionária, Kelly Araújo. Imagens do circuito de segurança mostram que os autos foram levados em um saco de lixo - o processo foi localizado por um gari na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Tudo o que sabemos sobre:
Justiçarouboprocessos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.