PF apura plano para envolver candidato de RR com crime

A notícia de um suposto plano criminoso para plantar 300 gramas de cocaína na casa do candidato a governador de Roraima Neudo Campos (PP) deixou a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal (PF) em alerta para investigar a ocorrência de flagrantes forjados no Estado. Na madrugada de terça-feira, a coligação de Neudo Campos protocolou na PF a denúncia com a transcrição de um vídeo no qual Leonardo Rodrigues, sobrinho do deputado federal Chico Rodrigues (DEM), candidato a vice na chapa de Anchieta Júnior (PSDB), negocia com um albergado a compra da droga por R$ 4,5 mil.

LOIDE GOMES, Agência Estado

28 de outubro de 2010 | 15h23

Em depoimento ao promotor André Paulo Pereira, o albergado - cujo nome foi preservado por questões de segurança - disse que a droga seria plantada por um segurança infiltrado na casa do candidato e que Leonardo Rodrigues queria incriminar Neudo ou seu filho, Eduardo Campos, para que ele perdesse a eleição. Nas pesquisas de intenção de voto, o pepista aparece na frente de seu adversário.

O encontro filmado ocorreu na tarde de segunda-feira, em frente a um bar de Boa Vista. No vídeo que está em poder da PF, Leonardo diz que quer os 300 gramas de cocaína para configurar tráfico e não consumo. Foi acertado que a droga seria entregue no dia seguinte, mas o negócio não se concretizou porque o albergado ficou com medo e denunciou o suposto esquema ao Ministério Público Estadual.

O superintendente da PF, Herbert Gasparini, disse que este é um caso complexo, pois o crime não se materializou. "Determinei que a DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes) fique atenta a flagrantes forjados em desfavor do candidato ou de seus familiares e remeti a denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE)", informou.

A reportagem fez várias ligações para o celular de Léo Rodrigues, mas ele não atendeu. O deputado federal Chico Rodrigues também foi procurado, mas nem ele nem sua secretária retornaram as chamadas.

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