Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

PF apura e-mails de 'ameaça' recebidos por Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF

Apesar de não constarem ameças diretas à integridade física do ministro, mensagens tinham objetivo de promover 'constrangimento' ao magistrado; 50 políticos são alvos de inquéritos no STF em função dos desdobramentos da Operação Lava Jato

O Estado de S. Paulo

30 de maio de 2015 | 22h56

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) encaminhou à Polícia Federal e-mails recebidos pelo ministro Teori Zavascki, que cuida da Operação Lava Jato, que tinham como objetivo "constranger" o ministro. Matéria do jornal Folha de S. Paulo deste domingo revela o episódio. A PF está investigando o caso.

A chegada de e-mails fez com que o Supremo encaminhasse os documentos à Polícia Federal. Trata-se de um procedimento padrão para que a segurança seja feita de forma preventiva. Contudo, não houve reforço da segurança pessoal do ministro. Ele permanece com a mesma equipe habitual, como de um motorista para descolamentos na capital federal. Desde que autorizou a abertura de inquéritos da Lava Jato no Supremo, contudo, o ministro relator costuma andar acompanhado por um número maior de seguranças nos corredores da Corte.

O incidente ocorreu há cerca de um mês e, segundo fontes ouvidas pelo Estado, nas mensagens não constava ameça direta à integridade física do ministro. Os e-mails recebidos por Zavascki, contudo, tinham o objetivo de promover "constrangimento" ao magistrado que é relator da Lava Jato, um dos maiores escândalos do País, e que envolve 50 políticos alvos de inquérito no STF.

Janot. Teori não é o primeiro encarregado da Lava Jato a receber ameaças. Em março, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi alertado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre riscos à sua segurança pessoal. O encontro de Janot e Cardozo, às vésperas de abertura de inquéritos contra políticos na Lava Jato, foi alvo de críticas de parlamentares e membros da oposição. À época, o Ministério da Justiça disse que a PF, que está subordinada à pasta, detectou ameaça à segurança do procurador. Em janeiro, a casa do procurador-geral, localizada no Lago Sul em Brasília, foi arrombada, mas apenas um controle remoto do portão foi levado. 

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