PF aprofunda investigação sobre quadrilha do traficante Léo

A Polícia Federal deverá abrir um novo inquérito para aprofundar as investigações sobre diversas pessoas citadas em gravações telefônicas feitas com autorização judicial na tentativa de desbaratar a quadrilha do traficante Leonardo Dias Mendonça, o Léo. A PF também vai apurar a prática de crime de lavagem de dinheiro pelo narcotráfico, com a abertura de outro inquérito, independente do que foi concluído na semana passada e que investigou apenas o comércio ilegal de drogas. Nove supostos traficantes suspeitos de envolvimento com Léo tiveram a prisão preventiva decretada, mas estão foragidos.O pedido de novas investigações foi feito pelo Ministério Público Federal, que denunciou, na semana passada, 36 possíveis integrantes da quadrilha de Léo, que se encontra preso em Goiânia. Durante o período em que foi realizada a escuta telefônica, a PF não conseguiu identificar algumas pessoas que conversaram tanto com Léo, quanto com outros integrantes da quadrilha.Em requerimento enviado à Justiça Federal de Goiás, cinco procuradores federais pediram o prosseguimento das investigações. Durante os últimos três anos, Léo movimentou em torno de US$ 10 milhões, com tráfico de 20 toneladas de cocaína. Dessa quantia, pelo menos US$ 7 milhões, segundo levantamentos da PF, foram usados para comprar a droga na Colômbia e pagar subornos.A próxima etapa das investigações poderá chegar aos testas-de-ferro de Léo, que teria pulverizado o dinheiro ganho com o tráfico na compra de postos de gasolina, fazendas e gado. Na investigação feita pela Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF do Pará, foi descoberto em Marabá um posto que está em nome de outra pessoa, mas cujo verdadeiro proprietário seria o traficante. O mesmo aconteceu em Brasília, onde Léo tinha um outro posto, entregue ao traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, em troca de dívidas.A partir da próxima semana, o juiz federal de Goiás, José Godinho Filho, deverá começar a ouvir os depoimentos de 23 pessoas presas em Goiânia, entre elas, o próprio Léo. O juiz encaminhou para o Supremo Tribunal Federal, pedido de investigação sobre Francisco Olímpio de Oliveira, o Grande, suspeito de ser intermediário entre Léo e o deputado federal Pinheiro Landim (sem partido-CE). Landim está sendo investigado por suposto envolvimento em liberação de habeas-corpus para traficantes. Para não correr o risco de se tornar inelegível por oito anos, ele deverá renunciar ao mandato.

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