PF apresenta delegados que investigarão grampo ilegal

Diretor da PF se reúne com presidente do STF para apresentar os nomes de Rômulo Derredo e William Morad

FELIPE RECONDO, Agencia Estado

02 de setembro de 2008 | 16h39

O diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, se reúne nesta terça-feira, 2, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, para apresentar os dois delegados que comandarão as investigações sobre denúncia de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teria instalado grampos telefônicos para monitorar conversas do ministro do STF. Os delegados designados para o caso são: Rômulo Derredo e William Morad.     Veja Também: Entenda as acusações de envolvimento da Abin com grampos  Lacerda saiu para mostrar transparência, diz Lula Garibaldi manda apurar se grampos partiram do Senado Grampo telefônico é inaceitável, diz assessor da Presidência Governo nomeia substituto de Paulo Lacerda na direção da Abin De acordo com a assessoria da PF, os delegados não devem detalhar os passos da investigação. O inquérito foi aberto por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois das denúncias de possível grampo telefônico envolvendo o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Além de determinar a abertura do inquérito pela PF, Lula afastou temporariamente a diretoria da Abin. Segundo o presidente, decisão foi tomada para demonstrar "que há transparência" na investigação sobre grampos contra autoridades dos três Poderes.   Reportagem da revista Veja acusa a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de grampear o presidente do STF, ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva, políticos do governo e da oposição, com base em informações de um servidor anônimo da agência. A publicação traz um diálogo entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM), em 15 de julho. Conforme a revista, os ministros de Relações Institucionais, José Múcio, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, também teriam sido grampeados. Agência abriu sindicância interna. Ministério Público e Polícia Federal apuram o caso.

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