PF apreende material na Vivo e na Brasil Telecom

Delegados encarregados do inquérito sobre grampo contra o presidente do STF buscam indícios de envolvimento de funcionários das operadoras

Vannildo Mendes, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

17 de outubro de 2008 | 00h00

À caça de suspeitos dos grampos ilegais contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, a Polícia Federal fez buscas ontem nas operadoras de telefonia Vivo e Brasil Telecom. Foram apreendidos computadores, extratos e material magnético nas duas empresas. Os delegados Rômulo Berredo e William Morad, encarregados do inquérito, buscam indícios do envolvimento de funcionários das operadoras com interceptações ilegais.Determinadas pela 10ª Vara da Justiça Federal, as buscas marcam a retomada do inquérito, parado desde 2 de outubro, que investiga a gravação clandestina de conversa telefônica entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), no curso da Operação Satiagraha, que prendeu em julho passado o empresário Daniel Dantas, sócio do grupo Opportunity. As primeiras suspeitas recaíram sobre a própria PF e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que teve forte participação nas investigações, a pedido do delegado Protógenes Queiroz, titular do inquérito.Por conta do escândalo, no início de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afastou toda a cúpula da Abin, incluindo o diretor-geral, Paulo Lacerda. Há uma semana, Lula justificou o afastamento de Lacerda "até para garantir sua honradez", mas admitiu que ele poderá reassumir as funções, tão logo receba o laudo da autoria do grampo.

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