PF apreende documentos na CEF para apurar caso Waldomiro

A Polícia Federal cumpriu hoje mandado de busca e aprensão na sede da Caixa Econômica Federal, em Brasília, para investigar o caso Waldomiro. A Caixa Econômica Federal (CEF) emitiu um comunicado, no qual afirma que a operação faz parte da rotina de investigações sobre o caso envolvendo Waldomiro Diniz, ex-assessor do ministro José Dirceu, acusado de pedir proprina a um bicheiro, quando comandava a Loteria do Rio de Janeiro (Loterj). O mandado foi expedido pela juíza federal da 10ª Vara da Justiça Federal, Maria de Fátima de Paula Pessoa Costa, a pedido do procurador da República José Robalinho Cavalcante. O presidente da CEF, Jorge Mattoso, avalia que os documentos não têm relação com os contratos firmados entre a CEF e a Gtech (empresa multinacional que operar as loterias da instituição). Segundo Mattoso, esses contratos são públicos e já encontram-se na sede do Ministério Público. Motivação política O presidente da CEF, que está em São Paulo para firmar parceria com o governo do Estado, disse que foi surpreendido pela decisão da Justiça. Segundo ele, o alvo da investigação é o caso Waldomiro e, pelo que tomou conhecimento, o interesse da PF era em relação a sua agenda e a do vice-presidente do banco para tentar averiguar possíveis contatos da diretoria da CEF com Waldomiro. O presidente da instituição também ressaltou que entrou em contato com o ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos, e que este afirmou que não tinha conhecimento da decisão de apreensão de documentos da CEF. Segundo o ministro, a PF só soube da decisão judicial hoje pela manhã, no momento da operação. "Acho que essa decisão tem motivos políticos. Depois veremos se há medidas cabíveis a serem tomadas", disse Mattoso.

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