PF anuncia Ricardo Saad como substituto de Protógenes

Delegado que estava no comando do caso Daniel Dantas se afastou na última terça-feira, após pressões

Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2008 | 16h25

A Polícia Federal anunciou o delegado Ricardo Saad, chefe da Delegacia de Combate aos Crimes Financeiros da Superintendência de São Paulo (Delecin), como novo titular da operação Satiagraha. Saad substitui o delegado Protógenes Queiroz, afastado da função por divergências na condução da operação com a cúpula da Polícia Federal e o ministro da Justiça, Tarso Genro. A PF ainda não escolheu o substituto da delegada Karina Marakame, que auxiliava Protógenes na Satiagraha e também foi afastada.   Mais cedo, o  procurador da República Rodrigo de Grandis, do Ministério Público Federal de São Paulo encaminhou ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Luís Fernando Correa, pedindo que protógenes   fosse reconduzido ao comando das investigações.   Veja também: Presidente do STF justifica libertação de Dantas  Opine sobre nova decisão que dá liberdade a Dantas  Entenda como funcionava o esquema criminoso  Veja as principais operações da PF desde 2003  As prisões de Daniel Dantas   Responsável pela condução das investigações da Operação Satiagraha, Protógenes Queiroz foi afastado da Operação Satiagraha na terça-feira. A saída foi acertada numa reunião, na segunda à noite, na superintendência da PF, em São Paulo. Outros dois delegados, Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pellegrini Magro, também foram afastados da investigação. Karina pediu para ocupar função na corregedoria.Oficialmente, a assessoria da direção-geral da PF informou que desconhece a saída dos dois auxiliares de Protógenes. A polícia negou também que haja rebelião na equipe da Satiagraha.O comando da PF considerou insubordinação o fato de Protógenes convocar agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para participarem da operação. A queda do delegado foi imposição do ministro da Justiça, Tarso Genro, e do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, que apoiaram publicamente a operação que mobilizou 300 agentes, mas consideraram um desastre político-institucional a forma como Protógenes agiu. 

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