PF analisa supostas fraudes de R$ 50 mi na previdência no PA

A Polícia Federal do Pará começou a examinar a documentação apreendida na terça-feira durante a operação Rêmola, que resultou em dez prisões, entre elas as dos empresários Marcelo França Gabriel, filho do ex-governador paraense Almir Gabriel, e João Batista Ferreira Bastos, o Chico Ferreira.Eles são apontados como líderes de uma quadrilha responsável por fraudes de R$ 9 milhões contra a Previdência, além de irregularidades em licitações públicas. A PF analisa agora as informações de que três empresas de Gabriel e Ferreira, que as investigações apontam como sócios no esquema, movimentaram contratos com o governo estadual superiores a R$ 50 milhões.Sobre o assunto, o governador Simão Jatene (PSDB) afirmou que todas as denúncias comprovadas que envolvam projetos do governo serão "devidamente apuradas". Ele preferiu não comentar a prisão de Marcelo, mas demonstrou solidariedade ao pai dele, Almir Gabriel, a quem visitou em sua residência logo depois de tomar conhecimento da ação da PF. O advogado Clodomir Araújo, defensor de Marcelo, aguarda decisão do desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, Hilton Queiroz, sobre um pedido de hábeas-corpus. Ele espera que seu cliente seja solto antes do final desta semana. Araújo disse que Marcelo não praticou nenhum crime e vê na prisão uma tentativa de atingir o ex-governador Almir Gabriel por conta do "clima político" que impera no Pará. Ele também negou que o empresário seja sócio de alguma empresa investigada pela PF. O quartel do Corpo de Bombeiros, para onde foram transferidos todos os acusados após prestar depoimento, esteve movimentado no feriado de ontem. Parentes foram levar roupas e comida, enquanto advogados procuravam obter informações para preparar pedidos de relaxamento da prisão.

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