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PF-AL monta força-tarefa que vai apurar crime eleitoral

O superintendente da Polícia Federal em Alagoas, delegado José Pinto de Luna, apresentou hoje à imprensa os integrantes da força-tarefa que irão ajudar a investigar cerca de 300 inquéritos sobre crimes eleitorais que teriam sido praticados por candidatos nas eleições de 2008 no Estado. O grupo é composto por dois delegados, duas escrivãs e quatro agentes oriundos dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Bahia e São Paulo. "Esta é uma prova de que a bandalheira está sendo combatida em Alagoas. É uma resposta às pessoas que se consideram acima do bem e do mal", afirmou Luna, durante coletiva. Segundo ele, os policiais chegaram ontem e deverão permanecer em Alagoas cerca de 60 dias ou até a conclusão dos inquéritos, que apuram fraudes eleitorais, compra de votos e abuso de poder econômico.A chegada da força-tarefa ao Estado é fruto de um pedido feito em conjunto pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL) e pela Associação Alagoana dos Magistrados (Almagis) ao ministro da Justiça, Tarso Genro. O pedido foi feito no mês de janeiro e contou com o apoio da própria superintendência da PF em Alagoas, que reconheceu a carência de policiais para investigar 300 inquéritos já instaurados e outros 400 que ainda não foram abertos. O juiz Fernando Tourinho, conselheiro da Almagis, defendeu a permanência da força-tarefa por tempo indeterminado no Estado. "Precisamos investigar todas essas denúncias. O crime não pode ficar impune. Fomos a Brasília para sensibilizar o ministro da importância de reforçar o policiamento federal em Alagoas. Sabemos que nem todos que estão sendo investigados serão indiciados, mas não podemos abrir mão de averiguar a veracidade das denúncias", argumentou.Luna disse que o objetivo da força-tarefa é dar agilidade a oitiva de testemunhas, diligências e perícias em documentos. As investigações se concentram em denúncias de crimes eleitorais praticados por candidatos a prefeitos e vereadores, a maioria eleitos. "São acusações de compra de votos, transferência irregular de título, transporte ilegal de eleitores, crimes de calúnia e difamação contra candidatos", explicou. Reforço nas eleições Pinto de Luna informou também que a Polícia Federal montou um esquema especial para atuar na fiscalização das eleições complementares que irão ocorrer em quatro municípios alagoanos, no próximo domingo. "Estaremos trabalhando em regime de plantão, como todo o nosso efetivo operacional e nossa equipe de inteligência, ajudado as forças de segurança do Estado a garantir a lisura do pleito", afirmou o superintendente.De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), cerca de 40 mil eleitores voltam às urnas para eleger os prefeitos de Porto Real do Colégio, São José da Laje, Porto de Pedras e Estrela de Alagoas. As eleições complementares foram definidas depois que o pleno do TRE constatou irregularidades no pleito desses municípios.

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