PF-AL confirma uso de gravações para indiciar deputados

O delegado Janderlyer Gomes da Silva, que preside o inquérito da Polícia Federal (PF) sobre a Operação Taturana, confirmou que gravações telefônicas feitas com autorização da Justiça fazem parte da base de provas usadas para indiciar os deputados estaduais acusados do desvio de R$ 280 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa de Alagoas nos últimos cinco anos. Dos 27 deputados estaduais, 12 já foram indiciados, entre os quais 5 integrantes da Mesa Diretora da Assembléia, presidida pelo deputado Antônio Albuquerque (DEM). "As gravações revelam conversas comprometedoras entre deputados, ex-deputados, políticos em campanha eleitoral, empresários, assessores parlamentares e funcionários da Assembléia", afirmou o presidente do Sindicato dos Policias Federais de Alagoas (Sinpofal), Jorge Venerando. Segundo ele, trechos desses diálogos foram usados pelo Ministério Público Federal na representação criminal impetrada no Tribunal Regional Federal da Quinta Região, em Recife (PE)."Essa representação deflagrou a Operação Taturana, em dezembro de 2007", lembrou Venerando, que é um dos coordenadores do Movimento Social Contra a Criminalidade em Alagoas (MSCC). O inquérito sobre o caso ainda não foi concluído, mas a PF já indiciou mais de 80 pessoas acusadas de participação no esquema.

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