PF admite participação de funcionários públicos no caso Kroll

O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, admitiu hoje que há funcionários públicos, inclusive policiais, envolvidos com o esquema de espionagem comandado pela Kroll Associates sobre a Telecon Italia. ?Sabemos que o grupo tinha forte ligação com a área policial?, afirmou. Entre os suspeitos de colaborar estão um analista do banco Central, um auditor da Receita Federal, um operador de telefonia e até um delegado da Polícia Federal, segundo o jornal O Globo.O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse que a libertação do português Tiago Verdial, não prejudica as investigações. Ele é acusado de espionagem contra empresas telefônicas e autoridades brasileiras, além de tráfico de influência e corrupção de testemunha, não prejudica as investigações. Verdial é acusado de atuar no Brasil como espião da empresa americana Kroll, contratada pela Brasil Telecom para a operadora Telecom Itália. Preso na semana passada, Verdial foi libertado na madrugada de ontem por decisão do juiz da 5ª Vara Federal de São Paulo, Luiz Renato de OliveiraPor e-mail ao Estado, o advogado de Verdial, Roberto Soares Garcia, negou que o cliente tenha recebido orientação da Kroll para aguardar calmamente a prisão, a fim de distrair a atenção das autoridades enquanto o espião principal, Willian Peeter Goodall, fugia do País. Ele reclamou que a PF esteja vazando informações para a imprensa antes do acesso aos autos aos advogados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.