PF abriu inquérito contra Gustavo Franco no caso das CC-5

O delegado Antônio Carlos de Carvalho, da Polícia Federal, um dos responsáveis pelas investigações da evasão de divisas por contas CC-5, disse, antes do início da sessão secreta da Comissão de Segurança Pública da Câmara, que em 13 de agosto do ano passado abriu inquérito contra o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, e o ex-chefe de Departamento de Câmbio do BC, José Maria Ferreira de Carvalho, por gestão fraudulenta, delitos contra o sistema financeiro, evasão de divisas e omissão na prática de atos de ofício. Na parte pública da audiência realizada pela Comissão de Segurança Pública da Câmara - que agora se realiza em caráter secreto -, o delegado culpou o próprio Banco Central pela evasão de divisas. Ele lembrou que havia uma circular do BC, de nº 26677/69, que proibia os bancos de receberem depósitos de valor acima de US$ 10 mil, mas que Gustavo Franco expediu autorização para que cinco bancos em Foz do Iguaçu - os bancos do Brasil, Real, Araucária, do Estado de Minas Gerais (Bemge) e do Estado do Paraná (Banestado) - pudessem acolher depósitos mais altos. Ainda segundo o delegado, posteriormente, assustado com o valor das remessas para o exterior, o BC pediu à PF para investigar os depósitos.

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