PF abre inquérito até esta 5ª para apurar morte de índia

Adolescente xavante, que sofria de lesão neurológica, foi vítima de violência sexual em casa da Funasa

Agência Brasil

02 de julho de 2008 | 13h31

A Polícia Federal vai abrir até esta quinta-feira, 3, inquérito para apurar a morte da adolescente Jaiya Xavante , na última quarta-feira, no Hospital Universitário de Brasília (HUB). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do órgão. A determinação do Ministério da Justiça para que a Polícia Federal assuma as investigações foi publicada na terça-feira no Diário Oficial da União. Ainda segundo a assessoria, o caso seria de competência da Polícia Civil, como ocorreu em 1997, quando o índio Galdino foi queimado por jovens enquanto dormia em uma parada de ônibus em Brasília. Entretanto, com a determinação do Ministério da Justiça, a Polícia Federal vai apurar a morte da índia.  Veja também:Funasa diz que não sabe quem acusou tia de matar índiaPolícia Federal investigará morte de índiaAdolescente xavante morre após sofrer violência sexual O ministro da Justiça, Tarso Genro, já havia anunciado na última sexta-feira que a PF assumiria as investigações sobre o caso. "Vai investigar rigorosamente", adiantou Tarso, na ocasião. O ministro disse ainda que, depois de encerradas as investigações, o processo será encaminhado ao Ministério Público e à Justiça para que "a punição devida e compatível com a barbárie seja dada". A adolescente de 16 anos morreu durante uma cirurgia no HUB.  O delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, Antônio José Romeiro, disse que ela sofreu perfuração no órgão genital. Segundo o delegado, o crime aconteceu dentro da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do Distrito Federal, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A menina tinha lesão neurológica - não falava e se locomovia por meio de cadeira de rodas - e estava em Brasília para tratamento médico desde o dia 28 de maio.

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