FABIO MOTTA|ESTADÃO
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Pezão vai reunir governadores da base de Dilma contra impeachment

Ex-presidente Lula pediu ontem a peemedebista que liderasse uma frente contra o impedimento da presidente; 'não se pode brincar com impeachment; não é a pauta do momento', afirma o chefe do executivo do Rio

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2015 | 12h49

RIO - O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse nesta sexta-feira, 4, que vai se reunir com governadores da base aliada da presidente Dilma Rousseff para que se marque posição contra o processo de impeachment aberto há dois dias no Congresso. O encontro deverá acontecer na semana que vem, em data a ser fechada até o fim do dia de hoje. “Não sou eu quem lidero, sou só um dos governadores. Somos 20 ou 22 governadores da base de apoio da presidenta. Eu posso fazer pouco, não voto”, afirmou o governador. Ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Pezão que ele liderasse uma frente contra o impeachment.

“Posso colocar minha solidariedade, pedir a deputados do Rio, todos os governadores. Ontem conversei com diversos, toda a bancada, o Nordeste. Não tenho a pretensão e não tenho essa passagem por todos os governadores”, disse. “A gente tem uma democracia muito nova. Em 1989 votamos para presidente da República. Se toda hora que estiver ruim um presidente, governador e um prefeito você tirar... Não se faz democracia assim. Não se pode brincar com impeachment. Não é a pauta do momento.”

Cortes. Pezão deu a entrevista na saída de uma reunião com empresários na Associação Comercial do Rio, na qual defendeu o "Estado mínimo" no Rio para tentar sair do vermelho. Ele disse que fez cortes em gratificações, telefonia e carros oficiais, a ponto de voltar ao patamar de custeio de 2012. Mas ressalvou que não é esse tipo de iniciativa que vai salvar as contas. "Temos o maior déficit dos Estados do Brasil. Eu não tenho máquina de dinheiro, não tenho banco, vivo da receita que a gente recebe, e a inadimplência está muito grande", reafirmou Pezão, referindo-se à queda da arrecadação dos impostos e dos royalties do petróleo este ano. "Vou cortar mais, vou até o osso. Não quero passar em 2016 o que passei em 2015." A Associação Comercial criou uma comissão de trabalho para traçar estratégias que colaborem para tirar o Estado da crise financeira.

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