Fabio Motta|Estadão
Fabio Motta|Estadão

Pezão passará o aniversário no hospital

Em tratamento contra um câncer no sistema linfático, governador licenciado do Rio será submetido a um ecocardiograma, para avaliar os efeitos da quimioterapia no coração

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

28 de março de 2016 | 12h05

Rio - O governador licenciado Luiz Fernando Pezão (PMDB), que começou na sexta feira, 25, o tratamento contra câncer no sistema linfático, deverá ter alta na quarta feira, 30, e não na terça-feira, como previsto inicialmente. Pezão completa 61 anos nesta terça-feira e passará o aniversário no hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo (zona sul), onde está internado desde o dia 12. 

Depois de três sessões de quimioterapia, o governador está tomando corticoides, auxiliares na destruição das células doentes, por mais dois dias.  Por causa dos corticoides, houve aumento da taxa de glicose, controlado com uso de insulina.  Segundo o oncologista Daniel Tabak, a alta de glicose é uma reação normal ao uso de corticoides. 

O cardiologista Cláudio Domênico informou que Pezão também será submetido a um ecocardiograma, para avaliar os efeitos da quimioterapia no coração. 

Os dois médicos disseram nesta manhã que o governador respondeu bem às três primeiras sessões de quimioterapia. Efeitos colaterais como náuseas e vômitos foram evitados com medicamentos e o governador tem se alimentado bem. 

Começa nesta segunda feira a licença do cargo, por 30 dias, pedida por Pezão. O vice governador Francisco Dornelles (PP) assumiu interinamente.  "Os principais quimioterápicos foram completados, mas há mais alguns remédios, como corticoide, em dose alta. Em comum acordo achamos melhor que ele termine esta etapa do tratamento aqui no hospital. O governador também vai fazer uma avaliação de rotina do coração. Deverá ter alta nas próximas 48 horas. Ele está bem disposto, animado, dormiu bem. Está querendo trabalhar, mas é uma recomendação médica que ele tenha repouso não só físico como mental", afirmou Domenico. 

Daniel Tabak explicou que, neste início do tratamento, as drogas injetadas no organismo têm alto poder de destruição das células doentes, mas acabam atingindo também células sãs e é preciso "garantir a segurança de todos os órgãos", com remédios e altas doses de hidratação. "O governador reagiu muito bem a esta quimioterapia mais intensa administrada nos primeiros três dias. Em uma doença de perfil agressivo, o tratamento inicial pode trazer algumas alterações diante da destruição das células. A evolução está extremamente favorável", afirmou o oncologista. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.