Marcos de Paula/Estadão - 16.03.2015
Marcos de Paula/Estadão - 16.03.2015

Pezão diz que seus dados estão à disposição da Justiça

Por meio de nota, governador do Rio negou as acusações de Paulo Roberto Costa contra ele e afirmou que suas informações bancárias e telefônicas estão à disposição das investigações

Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

03 de junho de 2015 | 19h47

Brasília - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse colocar à disposição da Justiça seus dados telefônicos e bancários para as investigações da Operação Lava Jato. A informação foi dada em nota, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizar a quebra de sigilo telefônico do peemedebista.

"Eu já havia me colocado à disposição da Justiça, e assim permaneço. E reafirmo que a acusação é falsa e essa conversa nunca existiu. Meus sigilos telefônico e bancário estão à disposição. Minha declaração de bens é pública e também está disponível", afirmou Pezão. Ele nega acusações feitas pelo ex-diretor da Petrobras e delator do esquema, Paulo Roberto Costa. 

Na mesma decisão, o ministro Luis Felipe Salomão, relator da Lava Jato no STJ, autorizou também a quebra de sigilo telefônico do ex-governador do Estado, Sérgio Cabral, e de Régis Fichtner, ex-chefe da Casa Civil do Rio, e de representantes de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.

Também em nota, o ex-governador Sérgio Cabral disse "respeitar o processo judicial e reiterar o seu repúdio e a sua indignação às mentiras ditas pelo delator Paulo Roberto Costa". Fitchner classificou como "inverdades" as afirmações do ex-diretor da Petrobras e disse que a quebra de sigilo telefônico é "natural" e irá demonstrar que não fez contato telefônico com Costa "sobre qualquer assunto".

No inquérito, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apura se Cabral e Pezão agiram juntos, com a contribuição de Fichtner, para receber R$ 30 milhões de empresas contratadas pela Petrobras para a construção do Comperj, no Rio de Janeiro. Os valores teriam sido destinados para a campanha eleitoral dos dois políticos em 2010.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.