Pezão deixa hospital e volta a defender Dilma

Depois de 19 dias internado no Hospital Pro Cardíaco, em Botafogo , na zona sul do Rio, para tratar de um linfoma não-Hodkin, o governador licenciado do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), teve alta

Constanca Rezende, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2016 | 12h17

Rio de Janeiro - Depois de 19 dias internado no Hospital Pro Cardíaco, em Botafogo , na zona sul do Rio, para tratar de um linfoma não-Hodkin, o governador licenciado do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), teve alta da unidade na manhã desta quinta-feira (31) e voltou a manifestar apoio à presidente Dilma Rousseff, que enfrenta processo de impeachment na Câmara dos Deputados. Pezão também demonstrou simpatia pelos seis ministros do PMDB que resistem a deixar os cargos que ocupam no governo federal, apesar da decisão do partido na última terça-feira (29)determinando que todos os peemedebistas com postos na administração devem demitir-se. Pezão contou ainda ter conversado com a presidente com frequência nos últimos dias. Ela enfrentou a mesma doença, há alguns anos, e foi curada.

 "O PMDB não sai do governo assim, não. Os ministros ainda estão todos lá. Vai demorar ainda para sair. Tenho falado sempre com a presidenta, ela me ligou muito, quase todos os dias, muito solidária, me dando dicas de como ela enfrentou a doença dela. Dilma é minha grande amiga e torço muito por ela. Sou solidário a ela", disse. Internado, Pezão não participou da reunião que aprovou por aclamação o desembarque do PMDB, em Brasília.

 O governador saiu com aparência abatida e mais magro, mas disse estar se sentindo "muito bem". Ele agradeceu o tratamento  que recebeu dos médicos, enfermeiros e funcionários do hospital.

"Foram 19 dias muito difíceis, mas que a gente vê como é importante cuidar da saude, estar perto da familia. Vou continuar com o tratamento que é longo, não é fácil, mas estou com muita forca e determinação para enfrentar. Eu que nunca consigo parar por 19 dias para descansar, a gente vê o valor da família ", disse.

Pezão também elogiou o seu vice e  governador em exercício Francisco Dornelles (PP).  "Dornelles é o melhor vice que existe no Brasil, e hoje o melhor governador. Uma pessoa que conhece tudo, de dialogo, tenho certeza que ele só vai me ajudar nesse momento difícil em que tenho que estar ausente. Só vai somar e acrescentar. Ontem mesmo aprovamos leis importantes na comissao do Senado que eu e o governador de São Paulo Geraldo  Alckmin (PSDB) estávamos trabalhando havia seis meses, do projeto dos precatórios", disse.

O governador voltará a fazer a próxima sessão de quimioterapia daqui a 15 dias, em atendimento ambulatorial. Amanha ele seguirá para a cidade de Pirai, onde mora a familia, para descansar.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.