FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Pezão defende ajustes de Dilma, mas diz que ela vai 'pagar o preço'

Governador do Rio saiu em defesa da presidente e lembrou que cenário econômico difícil, aliado à seca, prejudicou avaliação de todos os políticos

Marcelo Portela, correspondente, O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2015 | 16h53

 NOVA LIMA (MG) - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), defendeu nesta terça-feira, 10, as ações de ajuste da economia adotadas pelo governo federal, mas acredita que a presidente Dilma Rousseff vai "pagar um preço" por elas. Para Pezão, que é aliado da petista, a queda da popularidade de Dilma é um reflexo dessas medidas, que devem afetar também a avaliação de todos os governantes do País.

Pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana passado mostrou que o eleitorado que avaliava o governo Dilma como ótimo/bom caiu de 42% em dezembro de 2014 para 23%, enquanto os que achavam a gestão ruim ou péssima saltaram de 24% para 44%. Fator semelhante atingiu o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, cujo percentual de ótimo/bom caiu de 48% para 38%, enquanto o de ruim/péssimo subiu de 14% para 25% no período.


"Se for lá no Rio hoje medir (a popularidade) tenho certeza que também vai cair minha avaliação. Estamos tomando medidas duras, todos os governos, e isso impacta na população", analisou Pezão. "Hoje todos os gestores do País vão ter quedas na sua avaliação de popularidade. Todos", reforçou o governador fluminense, citando como exemplo o caso do colega paulista, "que ganhou a eleição no primeiro turno" e cuja avaliação "caiu muito".

De acordo com o peemedebista, a piora na popularidade dos governantes é afetada pela mudança no cenário econômico, que exige medidas duras. "Os aumentos que ocorreram, de impostos, da luz, o problema da água. Isso tudo traz um clima de mau humor", afirmou, ao participar de encontro com empresários em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. "Ela (Dilma) está tomando as medidas com o cenário que tem hoje. As coisas mudaram muito na economia mundial. E no Brasil (mudou) muito também. Ela está tomando as medidas corretas e vai pagar um preço por isso, como todo governante está pagando", completou.

Ele citou ainda a situação do próprio governo, que anunciou cortes de gastos de R$ 2,6 bilhões no fim de janeiro por causa da mudança na conjuntura econômica.  "Quando mandei o Orçamento de 2015para a Assembleia Legislativa o preço do petróleo era US$ 105 o barril e hoje está US$ 42. Tive que tomar uma série de medidas que não passei a eleição discutindo", salientou, descartando as acusações de "estelionato eleitoral" feitas pela oposição contra a presidente.

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