Petróleo fez riqueza de Paulínia

Ano passado a cidade arrecadou R$ 21,7 bi em ICMS

Tatiana Fávaro, PAULÍNIA, O Estadao de S.Paulo

17 de novembro de 2007 | 00h00

A Refinaria de Petróleo Paulista, maior unidade de processamento de petróleo da Petrobrás, é a principal responsável pela arrecadação de impostos de Paulínia, a 126 quilômetros de São Paulo. É graças a ela que a cidade foi elevada à primeira posição no ranking de receita tributária per capita municipal - R$ 9.973, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam).No ano passado, o total arrecadado com ICMS foi de R$ 21,7 bilhões. "O pólo petroquímico acaba sendo fundamental para a arrecadação municipal e para a economia como um todo, já que trouxe indústrias e distribuidoras para Paulínia", afirmou o assessor especial para Assuntos Financeiros da Prefeitura de Paulínia, Emerson Alves.Mas enquanto a administração comemora índices, comerciantes da cidade reclamam dos impostos. "Tem tanta coisa para pagar que a gente acaba atrasando", diz a dona de lanchonete Mônica Donatini Oya. "Receita per capita de R$ 9 mil? Não sei. Ninguém vê esse dinheiro. Isso não existe na prática", afirma ainda a comerciante.Responsável por um pet shop na região central da cidade, Martine Monique Huysmans concorda com Mônica. "É taxa municipal para manter o comércio aberto, é IPTU, é taxa para manter o comércio aberto fora do horário comercial, é ISS, é taxa para tudo. Pago tanta coisa que nem sei, quem sabe é o contador."Segundo a contadora Carolina Trevenzoli Gomes, os autônomos pagam alíquota de ISS mais alta. "O porcentual varia de 2% a 5%. Aqui em Paulínia paga-se 5%."

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