Petrobrás vai à Justiça por área ocupada pelo MST no Espírito Santo

Área em Linhares foi desapropriada pelo governo estadual e cedida à estatal para construção de um complexo de fertilizantes que não saiu do papel

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2017 | 14h52

SOROCABA – A Petrobrás entrou com ação de reintegração de posse, nesta terça-feira, 16, contra um grupo de famílias do Movimento dos Sem-Terra (MST) que ocupa, desde a segunda-feira uma área destinada à construção do Complexo Gas-Químico de Palhal, no distrito de Bebedouro, zona rural de Linhares, no Espírito Santo. Cerca de 40 militantes montaram acampamento na propriedade de 415 mil hectares.

A Petrobrás informou que aguarda um posicionamento da Justiça estadual para adotar as providências cabíveis. A área foi desapropriada pelo governo do Estado e cedida à estatal para a construção de um complexo que produziria fertilizantes nitrogenados, metanol e outros produtos atualmente importados. O projeto não saiu do papel.

Em nota, o MST informou que a área está abandonada há cinco anos e o movimento quer sua destinação à reforma agrária. Essa é a terceira vez que a mesma propriedade é invadida por militantes do movimento nos últimos anos. Nas ocupações anteriores, a Justiça deu liminar de reintegração de posse à Petrobrás.

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