Petrobrás não queria novas refinarias, admite Lula

Presidente afirmou nesta quarta-feira, 9, em Natal, que estatal entendia que as já existentes atendiam a demanda

Ana Ruth Dantas, de O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2010 | 16h25

NATAL - O presidente Lula admitiu que as novas refinarias que estão sendo construídas no País não tinham a concordância da Petrobrás. Durante discurso em solenidade na cidade de Natal, Lula disse que se dependesse da Petrobrás, não seriam feitas novas refinarias no país, já que as existentes atendiam a demanda.

 

"As novas refinarias são a decisão de governo. A do Maranhão e do Ceará é para produzir para exportação. O Brasil, com a descoberta do pré-sal não pode exportar óleo cru para a China, tem que exportar produto derivado de petróleo com valor agregado. Vamos fazer do petróleo a recuperação da dignidade do povo brasileiro, recuperar o atraso educacional a que o povo foi submetido", destacou o presidente Lula.

 

Analisando a crise econômica ocorrida em 2009 e a geração de emprego, Lula ressaltou que no ano passado foram criados 905 mil novos empregos e que fechará os dois mandatos contabilizando 14,5 milhões de empregos gerados no país. "A construção civil brasileira estava predestinada a não crescer, não havia contratação de obra por parte do governo. Pergunte qual foi a grande obra que o governo deles (da oposição) fizeram. Não é que eles não queriam fazer, é que o país acordava e deitava pensando na divida externa. Eu estou corcunda de carregar faixa "fora FMI". Hoje o Brasil sem precisar dar grito, tem 250 bilhões de reserva", frisou o presidente.

 

Ele lembrou do empréstimo de 14 milhões feito ao FMI e dos 250 milhões à Grécia. "Somos pobres, mas somos orgulhosos. Se quiser ser respeitado, tem que respeitar os outros. Quero que respeitem o Brasil, essa nação grande que não pode ficar subordinada ao que pensam os americanos e os europeus."

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