Petrobrás interrompe bombeamento de nitrogênio

O bombeamento de nitrogênio para dentro dos flutuadores da plataforma P-36, da Bacia de Campos, foi interrompido porvolta das 14 horas de hoje e não há previsão de retorno. ?O bombeamento foi interrompido porque muito nitrogênio estavasendo perdido devido a furos nos flutuadores. Tivemos que parar a operação parafechar esses orifícios e reiniciar o processo com mais eficiência.? O gerente-geral na Bacia de Campos, Carlos EduardoBellot, no entanto, acredita que há ?uma boa probabilidade? de a plataforma ser salva. ?Na medida em que os trabalhos têm sucesso, aumentam as nossas chances de evitar onaufrágio?, declarou. A operação tem o objetivo deretirar a água que está dentro dos flutuadores da embarcação, desestabilizando-a eeliminando o risco de naufrágio. Bellot observa que, para que a plataforma volte à sua posição normal, énecessária a retirada de pelo menos sete mil toneladas de água da plataforma, dasquais 700 toneladas já foram escoadas. No momento da interrupção, a plataformaapresentava uma inclinação de 23 graus e havia parado de afundar. Bellot observou quetambém vai usar ar comprimido, mas não agora. Para usar os equipamentos de arcomprimido, a plataforma ainda precisa de um grau maior de estabilidade. ?As bombasar comprimido são mais eficientes para escoar a água, mas precisam ser colocadasdentro das colunas. Já o bombeamento de nigtrogênio pode ser feito de fora daembarcação?, explicou. ?É impossível prever em quanto tempo isso será feito porquedependemos das condições do mar. As ondas estão aumentado de tamanho e há previsão deuma frente fria para amanhã, que pode agitar o mar e dificultar o trabalho dosmergulhadores?, disse ele. Seguro - Bellot disse que a Ptrobrás tem um seguro para cobrir oscustos de recuperação da plataforma P-3. ?O prêmio é de US$ 500 milhões, para o casode perda total, e de US$ 125 milhões para cobertura de gastos com reparação esalvamento da embarcação?, enumerou. Bellot observou que, se a plataforma nãoafundar, seria interessante para a Petrobrás reparar oequipamento para que ele voltasse a operar no campo de Roncador. ?A maioria dosequipamentos eletroeletrônicos está danificada, mas a estrutura da plataforma aindapode ser paroveitada. É claro que sai mais barato para a empresa reparar esteequipamento do que cosntruir um novo?. O engenheiro ressalta que a Petrobrás estudaalternativas para recolocar o campo de Roncador caso a P-36 naufrague.?Entre as possibilidades há o remanejamento de outras plataformas da Petrobrás ouafretamento de outro equipamento?. Embora tenha dito que tais cálculos ainda nãoestão prontos, Bellot admitiu que a Petrobrás tem grandes prejuízos com a interrupçãoda produção. ?Estávamos tirando 80 mil barris por dia de um óleo de boa qualidade,que custa de cerca de de US$ 30 por unidade no mercado internacional. Agora estaextração parou.?

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