Petrobrás intensifica agenda de eventos na semana da eleição

Presidente Lula diz que vai manter agenda de inaugurações até o último dia do seu mandato

Nicola Pamplona e Alexandre Rodrigues, de O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2010 | 20h42

RIO - A Petrobrás intensificou a agenda e eventos nesta última semana de campanha eleitoral. São três eventos agendados para a semana, incluindo o anúncio, ontem, de projetos sociais beneficiados pelo programa Petrobrás Desenvolvimento e Cidadania.

 

Na quinta-feira, a empresa recebe o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para inaugurar o projeto-piloto de produção de petróleo em Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos.

 

"O mundo existe independentemente da eleição", justificou o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, quando questionado sobre a realização de eventos no período eleitoral. Hoje, a direção da empresa estará no Espírito Santo para inaugurar a unidade de tratamento de gás de Anchieta e, na quinta-feira, leva o presidente Lula à plataforma de Tupi.

 

Lula também esteve no Rio participando de inaugurações ontem. No fim da tarde, depois do terceiro compromisso na cidade, admitiu que sua agenda tem algum impacto eleitoral, mas frisou que o candidato do PSDB, José Serra, foi governador até abril deste ano.

 

"O vice dele deve estar inaugurando. Não deve ter muita coisa (para inaugurar), mas tem, está lá", disse Lula, em entrevista.

 

O presidente da República alegou que não pode parar de governar por causa das eleições. "Se você não vier entregar, não tem sentido governar", declarou. "Se por conta de cada eleição a gente tiver que parar o País, num mandato de quatro anos, um ano está perdido." Ele acrescentou que manterá uma intensa agenda de inaugurações até o último dia do mandato.

 

No evento da Petrobrás, Gabrielli fugiu ao padrão e leu um discurso, alegando que vivemos um "momento especial" e evitando declarações de cunho eleitoral. O texto, porém, fazia algumas comparações entre as gestões petista e tucanas na estatal. O programa Petrobrás Desenvolvimento e Cidadania vai liberar R$ 110 milhões para 113 projetos sociais selecionados pela empresa. "Em 2002, os recursos destinados à seleção pública (de projetos) eram de R$ 7 milhões", comparou Gabrielli.

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