Petrobras fez contrato de R$ 2,6 mi com carta-convite

A Petrobras contratou em agosto do ano passado a BDO Trevisan Auditores pelo valor de R$ 2,6 milhões para realização de ?auditoria independente de leilão eletrônico?. O contrato foi assinado por meio de processo de carta-convite, em que a própria estatal escolhe e convida as participantes a apresentarem suas propostas de preço.

AE, Agencia Estado

04 de junho de 2009 | 07h48

A BDO Trevisan foi fundada por Antoninho Marmo Trevisan, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES) e amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em março deste ano ele deixou oficialmente a sociedade, após vender sua parte aos sócios, ficando como presidente do conselho consultivo da empresa.

A lei não proíbe que a companhia do consultor e amigo de Lula preste serviço para a estatal nem que serviços de alto valor alto, como este, sejam assinados por meio de carta-convite. A parceria entre Trevisan e a Petrobras será investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que será instalada para investigar a estatal. O contrato é um dos 6.675 que aparecem na lista que a Petrobras divulga em seu site, desde maio de 2008, com todos seus prestadores de serviços.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a BDO Trevisan informou que fez o contrato de R$ 2,6 milhões dentro da regulamentação da estatal e que ?disputou a concorrência com outras empresas e foi vencedora ao oferecer o menor preço?. A estatal confirma que a BDO foi escolhida entre 12 convidadas por ter apresentado o menor preço. E diz que os serviços estão sendo realizados regularmente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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