Petrobras explicará superfaturamento ao TCU, diz Dilma

Suspeitas seriam sobre contratos para construção de plataformas P-52 e P-54

13 de julho de 2007 | 18h00

A Petrobras vai responder aos questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as suspeitas de que os contratos para a construção das plataformas P-52 e P-54 estariam superfaturados em cerca de US$ 170 milhões, disse nesta sexta-feira, 13, no Rio de Janeiro, a ministra da Casa Civil da Presidência, Dilma Rousseff. "A resposta da Petrobras ao TCU será dada com a empresa adotando todos os critérios que sempre pautaram os questionamentos que lhe são feitos. Agora, é preciso muito cuidado com essas avaliações, uma vez que está havendo em todo o mundo uma pressão absolutamente fantástica sobre os custos das empresas petrolíferas". A ministra lembrou que é praxe do TCU abrir de processos sempre que o órgão identifica valores acima do previsto em relação a preços em negociações envolvendo empresas ligadas ao governo federal. "Se você abrir qualquer uma revista especializada, você verá aumentos de preços. As sondas sumiram do mercado, o transporte está difícil e os navios desapareceram. Então, se você faz uma avaliação se os custos estão maior ou menor em relação ao que ela era antes, é preciso ver também a situação atual e se estes custos maiores não refletem o aquecimento da indústria petrolífera". Dilma Rousseff, no entanto, considera todas as avaliações do TCU "muito importantes, na medida em que o órgão cumpre um papel fundamental para o fortalecimento institucional das áreas de fiscalização e auditoria do País".InterligaçõesTambém nesta sexta, a ministra descartou a interligação entre as denúncias na Petrobras e doações das empresas envolvidas para o PT. "As empresas não doaram somente para o PT, mas para outros partidos também", disse a ministra, em entrevista após participar de solenidade do lançamento da mistura de 5% de biocombustível no óleo diesel, que será usada em 436 ônibus que transportarão atletas durante os Jogos Pan-Americanos no Rio. Ainda segundo a ministra, as investigações da Polícia Federal deflagradas a partir da Operação Águas Profundas, que encontrou indícios de corrupção na Petrobras, demonstram "um aperfeiçoamento do sistema". "Assim como não existe pessoa alguma acima de qualquer suspeita, também não existe uma empresa acima de qualquer suspeita. Não estamos falando de uma empresa com alto grau de obscuridade, e sim de uma das mais transparentes do País", disse a ministra, ressaltando que "há um fortalecimento das instituições do governo". (Com Agência Brasil)

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