Andre Dusek/Estadão
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Na CPI, ex-engenheiro da Petrobrás critica proposta de Serra para o pré-sal

Fernando Leite Siqueira defendeu que a estatal continue sendo a operadora única do pré-sal e chamou a proposta do tucano de oportunista

DAIENE CARDOSO, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2015 | 16h10

Brasília - O vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás, Fernando Leite Siqueira, defendeu em depoimento à CPI da Petrobrás na Câmara dos Deputados, que a estatal continue sendo a operadora única do pré-sal. Aos parlamentares, o ex-funcionário da companhia criticou o projeto de lei em discussão no Senado e disse que a proposta é oportunista.

Para Siqueira, a Petrobrás é "vítima de meia dúzia". Disse, ainda, que o argumento da corrupção não pode ser usada para que a empresa deixe de operar com exclusividade no pré-sal. Ele lembrou que a Noruega cresceu economicamente graças à exploração exclusiva de seu petróleo. "Ou a gente tira a Petrobrás do pré-sal e nos transformamos numa Angola, ou nos transformamos numa Noruega", comparou. Ele condenou o que chamou de "campanha" contra a Petrobrás.

O projeto em debate no Senado é de autoria do senador José Serra (PSDB-SP) e acaba com a obrigação de a Petrobrás ser operadora única e ter participação mínima de 30% na exploração do pré-sal. Os petistas que estavam no plenário apoiaram o comentário do depoente e atacaram a iniciativa do tucano.

Petros. Ex-presidente do Conselho Fiscal da Petros (fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás), Siqueira também saiu em defesa da Sete Brasil. Disse que apesar dos prejuízos com os recursos do fundo aplicados na empresa, a Sete Brasil ainda é um bom investimento. "Isso ainda pode ser muito rentável", avaliou. Siqueira contou aos deputados que há 11 anos as contas da Petros são rejeitadas pelo Conselho Fiscal. 

Retificação. O ex-gerente de Segurança Empresarial da Petrobrás Pedro Aramis de Lima Arruda foi o primeiro a depor nesta terça. Ele falou sobre o processo de investigação interna que a empresa fez para apurar denúncias de que a SBM Offshore pagou propina para funcionários da companhia.

Após deixar a comissão, Arruda encaminhou uma retificação dizendo que o resultado da investigação - que só apontou indícios de corrupção - foi encaminhado para José Miranda Formigli (da diretoria de Exploração e Produção da Petrobrás) e não à ex-presidente da estatal, Graça Foster, como havia dito no depoimento.

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