Petrobras e Eni assinam acordo em biocombustíveis

A Petrobras assinou nesta terça-feira, 27, um memorando de entendimento com a italiana Eni para o desenvolvimento conjunto de novas tecnologias para a produção de biocombustíveis em larga escala. Os estudos incluem a seleção de insumos e a possibilidade de melhoria no refino de óleos pesados no Brasil, informou a Petrobras num comunicado. A assinatura do acordo, em Brasília, contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o presidente-executivo da Eni, Paolo Scaroni, segundo a nota. Depois de ressaltar a importância da cooperação entre as petrolíferas dos dois países, Petrobras e ENI, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou que a experiência brasileira com o etanol pode servir para a Itália diminuir a sua dependência de petróleo. Lula destacou também a necessidade de que sejam promovidos "projetos trilaterais, que incorporem países mais pobres à revolução do etanol e do biodiesel". E acrescentou: "Se Brasil e Itália tiverem a generosidade e a grandeza política de fazer parceria para produzir biodiesel em alguns países pobres da África porque, assim, estaremos gerando riqueza, renda e emprego para as pessoas que, se não tiverem opção, terão no terrorismo, na criminalidade ou na morte precoce a única alternativa".Romano Prodi também defendeu a ampliação do comércio entre os dois países. "A integração que tivemos nos últimos anos é insuficiente em relação às potencialidades e nossas capacidades", disse ele, acrescentando que os dois países têm condições de desenvolver um comércio muito maior entre eles. Lula concorda com essa posição. Segundo ele, mesmo que a corrente de comércio tenha subido, de 2003 para 2006, de R$ 3,9 bilhões, para R$ 6,4 bilhões, o valor "ainda está muito aquém do que a Itália e o Brasil podem fazer".Investimentos Em visita a São Paulo na última segunda-feira, Prodi anunciou que empresas italianas irão investir US$ 480 milhões na construção de quatro refinarias de biodiesel no Brasil em quatro anos. Pelo acordo assinado nesta terça-feira, as duas companhias comprometem-se a avaliar a formação de alianças em países com condições para produzir biocombustíveis e comercializar o produto no mercado internacional. Também devem negociar acordos que tenham como objetivo a implementação de projetos no Brasil e em outros países, além de avaliar a aplicação de uma tecnologia desenvolvida pela Eni, no Brasil, "numa parceria de maior alcance, envolvendo iniciativas na área de refino e transporte e, também, exploração e produção", segundo a Petrobras. Os estudos e eventuais projetos a serem desenvolvidos em parceria serão analisados por um grupo de técnicos das duas empresas. Uma vez selecionados, eles serão submetidos à aprovação de ambas as companhias.(Colaborou Tânia Monteiro)Texto ampliado às 16h07

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