Petrobrás diz não ser culpada por mancha de óleo

Uma mancha de óleo com cerca de cinco quilômetros de extensão apareceu hoje na Baía de Guanabara, tomando a área entre a Ilha do Governador e a Ponte Rio-Niterói, mas só na semana que vem a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feema) vai pode dizer quem foi o responsável pelo acidente. A Petrobras garante que o óleo não vazou de suas instalações que, segundo a empresa, já foram todas vistoriadas.A Feema explicou que seus técnicos só poderão determinar a origem do vazamento depois de análises de laboratório de amostras recolhidas da água para compará-las com o óleo encontrado em navios na Baía da Guanabara e nas instalações da Petrobras.Embora negue responsabilidade pelo vazamento, a Petrobras acionou suas equipes de controle de acidentes ambientais.Segundo nota da empresa divulgada na tarde de hoje, "duzentas pessoas estão atuando no local com barreiras e embarcações, incluindo um navio com alta capacidade de recolhimento de óleo (mais de 100 mil litros por hora)". O navio utiliza bombas de sucção para puxar o combustível da água. A empresa informou que também há pessoas trabalhando na limpeza das areias e rochas das praias atingidas pelo vazamento.A Petrobras também recolheu amostras do óleo derramado para análise em seu Centro de Pesquisas (Cenpes). A Feema informou que ainda precisa avaliar os danos ao meio ambiente para definir o valor da multa que será aplicada ao responsável pelo vazamento. A punição pode chegar a R$ 50 milhões.

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