Petrobrás desiste de reformar duto da Castelo

A Petrobrás desistiu de reformar o duto onde ocorreu o vazamento de gás liquefeito de petróleo(GLP) na sexta-feira, no km 20 da Rodovia Castelo Branco, em Barueri, na Grande São Paulo. Conforme estimativas da empresa, vazaram 150 toneladas de GLP - equivalentes a mais de 11.500 botijões de cozinha de 13 quilos. Em entrevista hoje à tarde o superintendente da Petrobrás Transportes S.A. (Transpetro), Márcio Leorati, revelou que a empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) pagou R$ 830 mil à Petrobrás para que ocorresse oremanejamento do poliduto atingido por uma máquina bate-estaca.A Agência Nacional do Petróleo (ANP) havia ameaçado interditar a tubulação em que ocorreu o vazamento, como fez com dutos na Baía da Guanabara, no Paraná e em Tamboré, ondeaconteceram acidentes com derramamento de óleo. A companhia vai adiantar as obras para a construção da tubulação, que já estava prevista no projeto das obras do Rodoanel. Essa passará a cerca de 30 metros de distância da que foi danificada. Sua instalação aguardava o término de preparação de um terreno pela construtora Queirós Galvão. A Petrobrás não tem prazo para concluir a nova linha de fornecimento de gás e óleo, mas considera que isso não trará prejuízos ao abastecimento.Foi durante os trabalhos para construção do Rodoanel que um bate-estaca atingiu o poliduto. Sábado, a Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) aplicou uma multade R$ 98 mil a Queirós Galvão por causa do vazamento. A máquina pertence à construtora contratada pelo Dersa e subordinada à Secretaria de Estado dos Transportes. "Não estava previsto que naquele momento o bate-estaca trabalhasse na linha atual", ressaltou hoje o diretor de engenharia da Transpetro, Wong Loon.Ele admitiu que ainda não conversou com o fiscal da Petrobrás que trabalhava no canteiro de obras, no dia do acidente, mas pretende ouvi-lo. As informações técnicas passadas por Loon indicam que a obra do Rodoanel não estava no estágio deinterferência permitido e a frente de trabalho seguiu por rota alternativa.Segundo o secretário de Transportes do Estado, Michael Zeitlin, em 15 dias deve ficar pronto o levantamento de uma comissão técnica, formada por Dersa e Petrobrás, para levantar as causas do acidente. "Vamos apurar os detalhes e os erros",ressaltou. O secretário afirmou novamente ter em mãos o mapa da Petrobrás que indicava o poliduto em local diferente do encontrado.Prejuízos - O efetivo total que trabalhou no dia do acidente chegou a 511 pessoas do poder público, fora agentes da empresa. Foramremovidos 632 adultos para dez hotéis de São Paulo, que retornaram a suas casas no fim da tarde de sábado.De acordo com o diretor de engenharia, o duto por onde passava o gás agora está cheio de água, parado, sem riscos para a população. "As equipes de emergência da Petrobras continuam monitorando o local do acidente, mais por excesso de zelo", justificou Loon.

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