Petrobrás demite acusado de ligação com fraudes

A Petrobrás demitiu por justa causa o advogado Nilton Teixeira de Paula, de 52 anos, do seu departamento jurídico. Ele é mais um funcionário da estatal acusado de envolvimento com fraudes em licitações, que foram alvo da Operação Águas Profundas, da Polícia Federal e da Procuradoria da República no Rio.Em 10 de julho, quando a operação foi deflagrada, o juiz da 4ª Vara Federal Criminal do Rio, Flávio Lucas, recebeu a denúncia contra 26 envolvidos, dos quais 5 servidores da Petrobrás, e decretou a prisão de 18 deles. Nilton de Paula, contudo, não estava entre os réus na primeira fase do caso.Embora não tenha sido denunciado, o advogado apareceu nas investigações, supostamente passando informações para o empresário Arnaldo Araújo de Mattos Filho. Mattos Filho foi sócio da Angraporto - empresa investigada pela PF, cujos demais donos foram presos e denunciados - e revelou fraudes na estatal. Depois, apareceu nas investigações, como suspeito de usar as mesmas práticas.A suspeita partiu do procurador da República Carlos Alberto Aguiar, no pedido de busca e apreensão na casa do empresário. Aguiar revelou uma escuta telefônica em que Matos Filho e uma pessoa identificada como Marcelo falam no pagamento de propina de R$ 20 mil.Nilton de Paula foi pego em conversas telefônicas com Mattos Filho negociando um aditivo que a empresa teria de fazer com a Multitek Serviços de Engenharia Ltda., de Juiz de Fora. O valor chegaria a R$ 1,4 milhão. Nilton de Paula não quis comentar a sua demissão.

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