Petrobras bombeará água para equilibrar P-34

Engenheiros navais da Petrobras estão estudando com o auxílio de computadores e maquetes virtuais a possibilidade de reverter a inclinação do navio-plataforma P-34 na Bacia de Campos adicionando água salgada nos tanques vazios do navio, localizados no lado oposto da inclinação. A idéia é recuperar o equilíbrio do navio, que está inclinado em 32 graus (segundo nota oficial da Petrobras), por causa da concentração dos 12 milhões de litros de petróleo em apenas um de seus lados. O desequilíbrio na concentração deste petróleo ocorreu, segundo as apurações preliminares da Petrobras por conta de pane no sistema elétrico da plataforma. No momento do acidente, a plataforma estava com apenas um terço de sua capacidade de estocagem total, que é de 45 milhões de litros de petróleo. A produção na plataforma foi interrompida automaticamente após o acidente. A Petrobras ainda não divulgou maiores informações sobre o que teria causado a pane elétrica. Uma pane semelhante no sistema já havia sido verificada em maio deste ano, segundo informações do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, mas a estatal não confirma se os dois problemas têm conexão. BombeamentoO coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, Fernando Carvalho, disse que dois técnicos embarcaram por volta das 11h no navio-plataforma P-34 e outros quatro especialistas deverão embarcar ainda hoje para a realizar a operação de bombeamento de água para o interior do navio com o objetivo de retomar o equilíbrio do navio. De acordo com a Petrobras, a P-34 esta adernado a 32º, com 11 mil metros cúbicos de óleo (a capacidade total do navio é de 45,5 mil metros cúbicos). "As condições do mar no momento são favoráveis e, com o sucesso da operação, as chances de afundar são pequenas", disse Carvalho, que participou pela manhã de uma reunião na sede da Petrobras em Macaé. Ele confirmou a informação divulgada pela estatal que o problema teria sido provocado por uma pane elétrica, mas disse que isso não explica o fato de as válvulas no fundo do navio onde ficam os tanques terem aberto no momento do acidente, permitindo a passagem de todo o óleo para o lado esquerdo. "De qualquer forma, o volume de óleo é pequeno para explicar um adernamento tão rápido, que ocorreu em menos de meia hora."InvestigaçãoA Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha do Brasil vão constituir uma comissão conjunta de investigação para apurar as causas do acidente ocorrido ontem com a P-34). Em nota oficial, a ANP informou que foi firmado um convênio com a Marinha em novembro do ano passado, que visava à segurança operacional das atividades de exploração e produção de petróleo e gás na costa marítima brasileira, cuja execução de perícias nas instalações é feita pela DPC. Ainda segundo a nota, representantes da ANP e da DPC se reuniram hoje com técnicos da Petrobras em Macaé (RJ), na sede da base operacional da empresa na Bacia de Campos, para a obtenção de informações mais detalhadas sobre o acidente.Veja o especial sobre a P-34

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