Petrobras abre concorrência para substituir P-36

A Petrobras lançou uma concorrência internacional para alugar uma plataforma destinada a substituir provisoriamente a P-36, no Campo de Roncador, na Bacia de Campos no Estado do Rio.Quatro empresas enviaram ofertas de equipamentos para fretamento, o que seria uma solução para que o Campo de Roncador começasse a produzir novamente até agosto do ano que vem, 17 meses depois do acidente que provocou o naufrágio da P-36.A construção de uma nova plataforma demoraria pelo menos dois anos. A Petrobras teria a intenção de utilizar o equipamento alugado - o edital de licitação estabelece um prazo que vai de cinco a oito anos -, enquanto planeja a construção de uma plataforma definitiva. A Petrobras não quis comentar o assunto.Segundo fontes do setor, a plataforma pedida deverá ter capacidade de produção de 100 mil barris de petróleo por dia. A P-36 podia atingir no pico de produção até 180 mil barris/dia.Um executivo de uma das empresas envolvidas na licitação acredita, no entanto, que a empresa pode aceitar até uma plataforma de capacidade diferente da especificada no edital.Segundo ele, "o que a Petrobras quer é pôr Roncador logo em produção de novo e, por isso, quer alugar uma plataforma pronta". Essa fonte ainda afirmou "ter certeza de que se uma empresa oferecer uma plataforma de 80 mil ou 90 mil barris a Petrobras também aceitará".A Petrobras recebeu na última quarta-feira as propostas de três empresas já cadastradas e qualificadas como fornecedoras deste tipo de equipamento: a francesa Modec e as americanas Bluwater e Single Buoy Moorings (SBM).A empresa norueguesa Fred Olsen, embora não seja fornecedora da Petrobras, também enviou uma proposta. "A Fred Olsen tem disponível uma plataforma com características semelhantes às requisitadas pela Petrobras e está muito interessada em entrar no mercado brasileiro", informou um empresário do setor.Também receberam convites, mas não enviaram propostas, as empresa Kvaerner, Maersk e Petroleum Geo-Services (PGS).Não há no mercado, ainda, certeza de que o aluguel da plataforma será efetivamente a solução adotada pela Petrobras. "A empresa está abrindo várias possibilidades e deve adotar aquela que coloque o campo de Roncador em produção mais rapidamente", comentou um empresário do setor.Outra possibilidade para a empresa seria a adaptação de plataformas que não estão sendo utilizadas ou estão sendo subaproveitadas pela empresa.

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