Petistas vão doar salário da convocação extraodinária

Um grupo de deputados do PT entrega amanhã ao presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), um ofício no qual pede que não sejam depositado nas suas contas a ajuda de custo referente à convocação extraordinária. Os deputados sugerem que esse dinheiro seja encaminhado aos programas sociais do governo federal. Os parlamentares têm direito a dois salários extras pagos um no início e outro no fim da convocação extraordinária, o que representará um acréscimo em suas contas bancárias em julho de R$ 25 mil, além do salário normal. O pagamento das ajudas de custo representa um gasto de R$ 15 milhões para os parlamentares, além de valor semelhante para os funcionários.O deputado Chico Alencar (PT-RJ), um dos signatários do documento, afirma que é incoerente os parlamentares receberem ajuda de custo para votar uma reforma que taxa aposentados. "Não quero fazer uma campanha moralista, mas isso é inaceitável", disse Chico Alencar. Apesar da disposição dos deputados, a quantia deverá ser depositada em suas contas porque, segundo entendimento da secretaria da Mesa, não há previsão legal para que o presidente não pague os extras. "De qualquer jeito, se paga. É lei", afirmou João Paulo após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, José Sarney, para tratar da convocação extraordinária.

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