Petistas reforçam apoio a Palocci

Colegas dizem que ex-ministro é nome de consenso para 2010, apesar de adiamento do julgamento no STF

GUSTAVO PORTO, DA AGÊNCIA ESTADO, E RENATO ALVES, O Estadao de S.Paulo

30 de maio de 2009 | 00h00

O deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) minimizou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de adiar o julgamento que definirá se ele será ou não processado pela acusação de mandar quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa - episódio que provocou sua saída do governo Lula em 2006. "Não tem problema, uma hora vão decidir", disse. Ontem, em Ribeirão Preto (SP), petistas reforçaram o apoio à pré-candidatura do ex-ministro ao governo de São Paulo em 2010 e disseram que vão procurar as bases do PMDB no Estado."Hoje, sou candidato a deputado federal, porque gosto do meu mandato", afirmou Palocci. Mesmo assim, fez questão de destacar que a escolha do candidato só será feita em fevereiro ou maio do próximo ano.O julgamento no STF, marcado para 4 de junho, foi adiado porque o tribunal não estará com o quórum completo. A indefinição sobre o futuro de Palocci pode atrasar o cronograma eleitoral do PT. O sigilo bancário do caseiro foi quebrado dias depois de ele afirmar ao Estado que Palocci frequentava uma casa em Brasília onde seriam realizadas festas e partilha de dinheiro envolvendo um assessor do petista e empresários que haviam celebrado contratos com a Prefeitura de Ribeirão Preto. No encontro em que o Diretório Estadual do PT aprovou resolução sobre estratégias para 2010, Palocci foi ovacionado pelos cerca de 350 militantes que lotaram o plenário da Câmara Municipal da cidade onde nasceu e da qual foi prefeito duas vezes. "Só depende dele querer", disse a ex-prefeita de São Paulo e ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy, sobre a pré-candidatura do ex-ministro ao governo. "Se ele aceitar ser candidato, não haverá disputa no PT, pois o Palocci é um consenso absoluto.""Estamos nos reorganizando e ele é um nome forte. Mas precisamos ter maturidade nesse momento, e não ficar apenas na dependência do Supremo", ponderou o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Ele defendeu um descolamento entre a questão do ex-ministro no STF e a sucessão paulista. "O PT e o Palocci não podem ficar parados, e o nome do Palocci está aí independente da decisão do Supremo."PMDBO diretório petista decidiu procurar os peemedebistas no Estado, numa tentativa de barrar a aliança defendida pelo ex-governador Orestes Quércia, presidente estadual do PMDB, com o PSDB e o DEM. "É nossa tarefa disputar as bases do PMDB paulista, impedindo que a iniciativa do Quércia de consolidar um bloco liderado por (governador José) Serra e (prefeito Gilberto) Kassab tenha êxito", diz um trecho da resolução intitulada de Derrotar PSDB/DEM para São Paulo Avançar."Essa eleição vai ser para desconstruir o mito do PSDB em São Paulo e (a disputa estadual será) uma linha auxiliar do PT contra a campanha suja que o possível candidato deles à Presidência sabe e irá fazer", disse Marta.

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