André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Petistas protocolam representação contra Serraglio na PGR e na Comissão de Ética da Presidência

Após operação Carne Fraca flagrar ligação de ministro da Justiça para fiscal agropecuário apontado como um dos líderes da ação criminosa, parlamentares pedem abertura de investigação e seu afastamento do cargo

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

21 Março 2017 | 16h40

BRASÍLIA - Os deputados Afonso Florence (PT-BA) e Robinson Almeida (PT-BA) entraram com representação na Comissão de Ética da Presidência da República e na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB). Os parlamentares não só pedem a abertura de investigação contra o peemedebista, como seu afastamento do cargo.

A investigação da Operação Carne Fraca flagrou ligação de Serraglio para o fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, apontado como um dos líderes da ação criminosa. Na conversa, o peemedebista, então deputado federal pelo Paraná, perguntou a Daniel sobre o possível fechamento de um frigorífico no interior do Paraná, base eleitoral do ministro. O fiscal agropecuário foi chamado por Serraglio de "chefe". "Ninguém chama os outros de chefe gratuitamente", concluiu Almeida.

À comissão, os petistas pedem a exoneração de Serraglio "dada a incompatibilidade de suas ações com a moralidade e probidade administrativa". Os petistas alegam que Serraglio está sob suspeição por ter interferido no processo.

Na PGR, os deputados defendem a abertura de investigação contra o ministro por interferência na conduta de um agente público. "Ele teve uma conduta inadequada para um ocupante do primeiro escalão do governo", sustentou Almeida. 

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