Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Petistas pedirão ao STF nulidade da sessão da Câmara que aprovou impeachment

Se Cunha não pode presidir a Câmara, como poderia presidir a sessão do golpe?, questiona a deputada Maria do Rosário

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

05 de maio de 2016 | 13h12

BRASÍLIA - Os deputados petistas Maria do Rosário (RS) e Paulo Pimenta (RS) anunciaram nesta quinta-feira, 5,  que pedirão ao Supremo Tribunal Federal (STF) a nulidade da sessão da Câmara que aprovou a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, agora em tramitação no Senado. Os parlamentares argumentam que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado do cargo pelo ministro do Supremo Teori Zavascki, não tinha legitimidade para comandar a sessão que aprovou o impeachment.

"Se Cunha não pode presidir a Câmara, como poderia presidir a sessão do golpe? Agora é fora Cunha e também fora (Michel) Temer. A sessão foi comandada por um corrupto afastado dias depois. O Supremo precisa esclarecer essa questão. Que bom que o Supremo afastou Cunha. Que pena que não fez antes", afirmou Maria do Rosário, ao chegar ao gabinete do presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), onde estavam reunidos vários deputados governistas. "Vamos pedir a nulidade (da sessão que aprovou o impeachment na Câmara). Vamos para cima do Senado e anular esse processo. Todos sabem que Cunha é o grande artífice do golpe e Temer é fantoche de Cunha", afirmou Pimenta.

s deputados fizeram um apelo para que Maranhão, que havia encerrado a sessão da Câmara, reabrisse os trabalhos no plenário ainda nesta quinta-feira. Nova sessão será aberta às 14 horas, para debates, segundo os deputados que estiveram com Maranhão. 

AGU. Em outra frente, José Eduardo Cardozo, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), confirmou que a defesa da presidente Dilma vai ao Supremo Tribunal Federal pedir a anulação do processo de impeachment com base no desvio de finalidade das ações de Cunha.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.