André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Petistas pedem apuração de suspeita de plágio atribuído a Moraes

Deputados protocolam denúncias contra ministro da Justiça licenciado na Procuradoria-Geral da República e no conselho de Ética da USP, onde o indicado para vaga no STF é professor associado

Valmar Hupsel Filho e Pedro Venceslau , O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2017 | 00h08

Deputados petistas protocolaram nesta terça-feira, 14, denúncias de plágio contra o ministro da Justiça licenciado, Alexandre de Moraes, na Procuradoria-Geral da República e no conselho de Ética da USP, onde ele é professor associado. Na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo revelou que um livro de direito de autoria de Moraes, indicado pelo presidente Michel Temer para o Supremo Tribunal Federal, contém trechos idênticos aos de uma obra do jurista espanhol Francisco Lorente (1930-2016). Moraes negou ter cometido plágio.

“Ele não desenvolveu a obra científica e copia sem citar. Isso desmente o notável saber jurídico e, além disso, plagiador não tem reputação ilibada”, disse o deputado Wadih Damous (PT-RJ), um dos autores, citando dois pré-requisitos para a vaga no STF. 

Em outra reportagem, o site Jornalistas Livres aponta que o livro Legislação Penal Especial, no qual Moraes é coautor ao lado do hoje procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Poggio Smanio, contém trechos idênticos à obra Tóxicos, Prevenção – Repressão, escrito pelo professor de Direito Vicente Greco Filho.

Em nota, Moraes disse que o capítulo questionado é de autoria de Smanio. Também em nota, o procurador afirma que os trechos tratavam de conceitos sobre os tipos penais, de domínio comum e foram apresentados de maneira direta “para melhor compreensão dos alunos”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.