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Petistas na Câmara já defendem saída de Vaccari da tesouraria do partido

João Vaccari Neto foi preso nesta quarta pela Polícia Federal em mais uma fase da Operação Lava Jato

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

15 Abril 2015 | 09h17

BRASÍLIA - Parlamentares da bancada do PT na Câmara dos Deputados foram surpreendidos nesta quarta-feira, 15, com a prisão preventiva do tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, em mais uma fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Líderes da bancada avaliam que há uma "espetacularização" da ações do juiz Sérgio Moro, que conduz a operação em Curitiba (PR), mas que ainda assim o sentimento geral é de que Vaccari deve deixar sua função no PT. 


"A avaliação geral é que ele tem de sair imediatamente", disse um dirigente petista que participa de encontro de governadores do Nordeste com a bancada nordestina. Nesta quinta-feira, 16, a Executiva Nacional do PT se reunirá em São Paulo e a prisão do tesoureiro deverá ser um dos temas principais do encontro. 



Na Câmara, os líderes acreditam que aumentará a pressão para a saída de Vaccari da Secretaria de Finanças da sigla. "A prisão muda qualitativamente a situação dele. É um cenário novo que levará o diretório a tomar uma decisão", disse o vice-líder da bancada do PT na Casa, Afonso Florence (BA). 


O parlamentar, que também integra a CPI da Petrobrás, disse estar convencido da inocência de Vaccari e considera que alguns presos da Operação Lava Jato podem ter sido vítimas de excessos na investigação. "Quem tem que explicar a prisão de Vaccari é o juiz que determinou sua prisão", comentou. 

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