Petistas divergem sobre prazo para comissão analisar reforma

O vice-líder do governo na Câmara, deputado professor Luizinho (PT-SP) considera suficiente o prazo de 20 dias para que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) examine as duas propostas de emenda constitucional que determinam as reformas da previdência e tributária. Segundo ele, a análise das duas matérias poderá ser simultânea. O presidente da CCJ, Luiz Eduardo Greenhalg (PT-SP), definiu, pela manhã, um prazo entre 30 a 45 dias para que a Comissão vote as duas propostas. Greenhalg participa na tarde desta segunda-feira de reunião como o ministro da Casa Civil, José Dirceu e líderes governistas no Palácio do Planalto para discutir a tramitação das reformas na Câmara. A CCJ é a primeira etapa de tramitação de uma proposta de emenda constitucional. A proposta de reforma da Previdência encaminhada no governo Fernando Henrique Cardoso foi examinada durante um mês pela CCJ - entrou em 29 de março e foi aprovada em 27 de abril de 1995. Já a proposta de reforma administrativa, também encaminhada em 1995, ficou dois meses na CCJ - do dia 20 de agosto a 24 de outubro.Perder o bondeO presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), afirmou que está procurando entendimento sobre o prazo de votação das reformas tributária e previdenciária na CCJ. "Cinco sessões é um prazo muito curto, mas 45 dias pode ser muito. Estou buscando um meio termo, uma solução intermediária", disse. João Paulo informou que está conversando com Greenhalgh para conseguir um acordo sobre o prazo. Ele acredita que amanhã a questão estará resolvida. Segundo João Paulo, há um questionamento grande sobre a legalidade de vários aspectos das reformas. Ele salientou que a CCJ tem de fazer o debate com exaustão para que de pois os questionamentos não continuem. "É melhor ter prudência, mas também não perder o bonde", afirmou. João Paulo afirmou que não haverá nem rolo compressor nem adiamento. "Vamos buscar o tempo ideal", ressaltou. Informou ainda que não está definido se haverá convocação extraordinária do Congresso. "Estamos aguardando um pouco, mas não estou dizendo que haverá recesso em julho", afirmou.

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