Petistas defendem reputação 'inatacável' de Gabrielli

Deputados petistas saíram nesta segunda-feira, 11, em defesa do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e afirmaram que as denúncias de superfaturamento em contrato entre a Petrobras e a construtora Odebrecht, firmado na gestão do atual secretário de Planejamento da Bahia, não interferem em sua pré-candidatura ao governo do Estado.

RICARDO DELLA COLETTA E ERICH DECAT, Agência Estado

11 de novembro de 2013 | 17h21

"Haverá a apuração correta, sem dúvida", afirmou ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o deputado federal Afonso Florence (PT-BA). "O secretário Gabrielli é um homem que tem a sua reputação inatacável e a articulação que ele faz não sofre nenhum dano com esse tipo de procedimento", concluiu, para destacar em seguida que a gestão de Gabrielli à frente da petroleira é "muito positiva". "Não tenho dúvidas de que as solicitações de informação serão respondidas a contento. Isso não atinge o Gabrielli".

José Sérgio Gabrielli é hoje secretário do Planejamento da Bahia, governada por Jaques Wagner (PT), e tenta articular seu nome para ser o candidato petista ao governo do Estado no ano que vem.

Outro petista que não vê implicações das denúncias na costura política de Gabrielli é o deputado Nelson Pellegrino (BA). "Não é isso que vai interferir na campanha. Ele nega e a empresa também", disse. Segundo Pellegrino, o nome mais cotado hoje para ser o indicado pelo partido no Estado é o do atual secretário da Casa Civil da Bahia, Rui Costa, que conta com o apoio de Jaques Wagner. Além de Gabrielli e de Rui Costa, outro nome na disputa para concorrer ao governo do Estado pelo PT é o do senador Walter Pinheiro. A decisão do diretório estadual deve ocorrer no próximo dia 30.

Na semana passada, o Broadcast revelou que um contrato de US$ 825,6 milhões da petroleira brasileira com a Odebrecht, fechado em 2010, está sendo investigado por suspeita de superfaturamento. Dentre os pontos do contrato, está o pagamento de R$ 7,2 milhões pelo aluguel de máquinas de xerox e de outros R$ 3,2 milhões pelo aluguel de um terreno próprio da companhia. Segundo auditoria interna, grande parte dos itens analisados apresentava indícios de irregularidades; o contrato foi reduzido quase à metade neste ano, já na gestão de Maria das Graças Foster.

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