André Dusek|Estadão
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Petista nega crítica a Lula e sindicato em texto apresentado à Executiva Nacional do partido

Intitulado 'O PT deve afirmar a soberania popular com eleições presidenciais já', o texto de Carlos Árabe, secretário nacional de Formação Política do PT, e Liliano Oliveira, fala na possibilidade de ruptura da unidade interna caso petistas insistam em se aproximar do governo em exercício de Michel Temer

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2016 | 17h06

SÃO PAULO - O secretário nacional de Formação Política do PT, Carlos Árabe, integrante da corrente Mensagem ao Partido, negou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC sejam os alvos das críticas feitas em um texto apresentado quinta-feira à Executiva Nacional do partido.

"A afirmação não pode ser extraída do texto que apresentamos ao debate do PT e nem foi agregada oralmente pelos autores do texto", disse Árabe.

O texto "O PT deve afirmar a soberania popular com eleições presidenciais já", de autoria de Árabe e Liliano Oliveira, também integrante da Mensagem, fala na possibilidade de ruptura da unidade interna caso petistas insistam em se aproximar do governo em exercício de Michel Temer ou de apoiadores do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"(Existe) Risco de ruptura da unidade a partir da aceitação de negociações, arranjos ou apoio a lideranças políticas que promoveram o golpe. É (algo) completamente contraditório com o movimento 'Fora Temer' as posições que defenderam apoiar a candidatura de Rodrigo Maia. Mergulhar numa dinâmica de negociações com o governo Temer ou sua base política significaria enterrar definitivamente a luta pela sua derrubada", diz o documento.

Lula defendeu o apoio da bancada do PT na Câmara à eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Casa. Maia votou e defendeu publicamente o impeachment de Dilma.

Na semana passada o sindicalista Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço político de Lula, esteve com o ministro do Trabalho de Temer, Ronaldo Nogueira.

As referências a Lula e ao sindicato não consta do texto apresentado à Executiva do PT mas os dois fatos irritaram setores do partido, segundo relatos de companheiros de Árabe na Mensagem que não quiseram, se identificar. 

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