Petista não acredita em aliança no 1º turno

O líder do PT na Câmara, Walter Pinheiro (BA), considera difícil uma aliança da oposição em torno de um candidato único à presidência da República, já para o primeiro turno. Ele ressaltou, no entanto, que o pré-candidato do PT à sucessão presidencial, Luís Inácio Lula da Silva, continuará trabalhando em busca de um acordo político com outros partidos. "Compete ao PT ampliar ao máximo a aliança e, por isso, Lula tem sido complacente com outros pré-candidatos", afirmou o líder, referindo-se aos ataques contra Lula desferidos por seus eventuais adversários, a exemplo do governador do Rio, Anthony Garotinho. Apesar do crescimento da oposição nas pesquisas eleitorais, com destaque para o desempenho de Lula, a cúpula do PT está preocupada com a queda de popularidade de administrações controladas pelo partido, como da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, uma das principais vitrines do PT. As dificuldades de Marta Suplicy, como também do governador Olívio Dutra (RS), estarão na pauta da próxima reunião do diretório nacional do PT, marcada para os dias 13 e 14 deste mês. "O partido vai discutir como pode ajudá-los a resolver este tipo de problema", salientou Walter Pinheiro. Com o braço imobilizado por conta do rompimento de tendões provocado pelo confronto entre a oposição e a polícia em Salvador, durante o desfile do 2 de julho, o deputado denunciou o clima de hostilidade permanente na capital baiana. "Não é possível ser espancado pela polícia baiana, e esperamos que as eleições de 2002 não virem uma guerra", afirmou o líder do PT. Ele informou que vai acionar a Comissão de Direitos Humanos da Câmara e pedir instauração de processo contra o capitão Ubiraci, da PM de Salvador, junto à Procuradoria da Câmara, órgão destinado a representar os parlamentares em questões externas ao Congresso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.