Petista marca 4 comícios na reta final do 1º turno

Marta escolhe regiões leste e sul para tentar fechar 1ª etapa com 40% das intenções de voto

Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

24 de setembro de 2008 | 00h00

Na reta final da corrida municipal, a candidata do PT à prefeitura paulistana, Marta Suplicy, traçou um plano para tentar chegar ao final do primeiro turno com cerca de 40% dos votos válidos. Para o próximo final de semana, o último antes da eleição do dia 5 de outubro, a equipe petista programou quatro comícios para marcar os últimos grandes atos da campanha do primeiro turno. Para as atividades, Marta escolheu as regiões leste e sul da cidade, dois de seus principais redutos eleitorais. Os comícios de sábado ocorrerão nos bairros de Grajaú e Capão Redondo. Para o domingo, foram reservados espaços em Sapopemba e Cidade Tiradentes. O plano, segundo aliados da petista, é tentar ganhar alguns pontos adicionais justamente nas regiões onde a candidata já é forte. A última pesquisa Ibope, encomendada pelo Estado e pela TV Globo, deu a Marta 35% das intenções de voto. Em agosto, a petista chegou a registrar a marca de 42%, alimentando no partido as esperanças de uma vitória no primeiro turno. Agora, dizem aliados da candidata, a meta é chegar ao segundo turno com a melhor fatia possível dos votos válidos, para crescer a partir daí na nova etapa da eleição. "Nós acreditamos que Marta vai crescer na reta final e chegar muito bem colocada ao segundo turno", afirmou ontem o coordenador da campanha petista, deputado Carlos Zarattini (PT-SP). "Ela não tem perdido espaço nas pesquisas. O que vemos são apenas oscilações. Em todos os levantamentos, temos uma votação entre 35% e 40%", completou. A divulgação dos comícios do próximo final de semana começou a ser feita nos últimos dias, com mais uma leva de panfletos encomendada pela campanha petista. Nos novos folhetos, Marta aparece na capa de mãos dadas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não estará presente.Lula veio à capital no fim de semana passado para reforçar a campanha de Marta. Agora, ele estará em outras cidades, como São Bernardo do Campo, onde concorre pelo PT o também ex-ministro Luiz Marinho. Lula só deve voltar a participar da campanha paulistana no segundo turno. Além do reforço esperado com os comícios deste fim de semana, o PT avalia que vai se beneficiar na reta final com o acirramento da briga que vem sendo travada entre o candidato do PSDB, ex-governador Geraldo Alckmin, e o candidato do DEM, o prefeito Gilberto Kassab. Ainda assim, permanece incerto dentro da equipe de Marta quem será o rival da petista na segunda etapa de votação. Pesquisas internas encomendadas pela coordenação da campanha apontam que Kassab parou de demonstrar o mesmo fôlego de crescimento que vinha apresentando nas últimas semanas. Alckmin, segundo petistas, "reagiu bem" nos últimos dias, ao elevar o tom contra o prefeito. Mas alguns aliados de Marta ainda arriscam um palpite numa vitória do prefeito sobre o ex-governador. Por enquanto, o PT diz não descartar a possibilidade de Alckmin e Kassab se unirem em uma aliança contra Marta no segundo turno. Mas a disputa atual, segundo Zarattini, deve interferir no impacto do acordo sobre o eleitorado. "Aliança a gente não descarta. Mas acredito que será difícil passar uma borracha no que foi dito até agora", disse.

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