Andre Dusek/ESTADAO
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'Vai criar problema na base social', diz petista sobre anúncio de cortes

Senador Lindbergh Farias (RJ) diz que reação no PT e nos movimentos sociais às medidas será maior que na primeira etapa  

RICARDO BRITO, Estadão Conteúdo

14 de setembro de 2015 | 19h13

Logo após o anúncio de novas medidas para alcançar um superávit primário de 0,7% em 2016, o senador petista Lindbergh Farias (RJ) afirmou nesta segunda-feira, 14, que a reação do PT e em movimentos sociais será "muito maior" do que na primeira etapa do ajuste fiscal. "Vai criar um problema na nossa base social, naqueles que estão lutando contra o golpe que está em curso", reconheceu.

Para Lindbergh, o governo volta a errar ao usar a mesma fórmula que, segundo ele, não deu certo no ajuste feito neste ano. Ele criticou o fato de que o novo pacote corta investimentos e até R$ 3,8 bilhões em despesas com a saúde. Ele disse que a decisão do governo de adiar em seis meses o reajuste do funcionalismo público é uma "declaração de guerra" aos servidores.

O senador do PT disse que apenas R$ 3 bilhões das novas medidas atingem o "andar de cima" - quando o governo decidiu tributar os juros sobre capital próprio. Para ele, é muito pouco e havia alternativas como a tributação de lucros e dividendos - o petista apresentou dias atrás uma proposta com esse teor e que poderia arrecadar até R$ 50 bilhões.

Já o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), afirmou que as medidas anunciadas pelo Executivo para conseguir alcançar um superávit primário de 0,7% em 2016 não aumentaram em nada a credibilidade do governo. "Quem esperava corte no número de ministérios ou diminuição no número de cargos comissionados e (...) viu ameaça de volta da CPMF só pode ter ficado ainda mais indignado", criticou Agripino, em nota.

Segundo o senador, o governo ainda não entendeu que, para merecer apoio às propostas de aumento de receitas, precisa se creditar com corte nas despesas. "E isto o governo do PT insiste em não fazer. Para equilíbrio das contas, só com aumento de impostos, não contarão conosco. Aí é querer acabar de parar o País", disse.

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